Grêmio e São Paulo começam duelo por uma vaga na final da Copa do Brasil

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O currículo do Grêmio na Copa do Brasil é invejável. O Tricolor já disputou oito finais da competição, com cinco títulos. E a oportunidade de estar pela nona vez na decisão está colocada diante do grupo de Renato Portaluppi. Nesta quarta-feira, às 21h30min, na Arena, começa o confronto semifinal diante do São Paulo. É mais um clássico do futebol brasileiro – a exemplo do que ocorreu com o Santos na Libertadores – mas dessa vez o torcedor espera um final diferente. Historicamente, o duelo marca este confronto.


Apesar de o São Paulo não ter a mesma tradição do Grêmio na Copa do Brasil – o Tricolor paulista persegue seu primeiro título – é um adversário gigante e que vive grande momento, lidera o Campeonato Brasileiro e joga um futebol bastante elogiado em todo o país. Além disso, o histórico na competição não entra em campo. Os próprios dirigentes gremistas admitem o favoritismo do time treinado pelo técnico Fernando Diniz.


Os duelos com o Santos deixaram lições. O Grêmio entrará em campo na Arena com a missão de abrir vantagem no confronto. Para isso, terá de ser competitivo, organizado e focado nos 90 minutos, algo que faltou na Libertadores. A diferença é que na Copa do Brasil não há saldo qualificado.


“Não é por causa de uma eliminação que as coisas estão erradas aqui dentro. A gente teve 17 jogos, um deles ruim. Vamos falar do ruim até quando? Vamos falar das coisas boas, de voltar a fazer o que a gente sabe, ir para mais uma guerra. É um jogo difícil, mas nós temos condições de fazer dois grandes jogos e ir adiante”, destaca o centroavante Diego Souza.


E ir adiante também significa rechear os cofres do clube em um ano atípico, no qual a direção teve de ser habilidosa para não prejudicar as finanças. A Copa do Brasil distribui R$ 54 milhões para o campeão. Se contar as fases anteriores, desde as oitavas de final, o Grêmio pode levar R$ 66,9 milhões. O vice-campeão fica com R$ 22 milhões. Um tempero a mais na competição que o clube tem muita identificação e está em busca do seu sexto título.


Renato Portaluppi e Fernando Diniz são adeptos do futebol propositivo, com posse de bola e ofensividade. “O nosso ponto forte é a posse de bola. Jogando na nossa casa, temos que fazer valer o mando de campo”, acrescenta Diego Souza. “Vamos buscar essa nossa identidade, nossa forma de jogar. O torcedor pode ficar tranquilo que nós sabemos a responsabilidade que é vestir essa camisa”, afirma o centroavante gremista.


O time não deverá ter surpresas. Maicon não se recuperou de um problema muscular na panturrilha e segue fora. Darlan jogará ao lado de Matheus Henrique e Jean Pyerre no meio-campo. A boa notícia é o retorno do meia-atacante Alisson.


Sem jogar desde outubro, quando se machucou justamente em um jogo contra o São Paulo, ele está relacionado e tem chances de iniciar. Antes de sofrer uma lesão ligamentar no tornozelo causada por um pisão de Tchê Tchê, em partida do Campeonato Brasileiro, Alisson vinha sendo o jogador mais regular do Grêmio na temporada. Mesmo nos momentos coletivos ruins da equipe, o jogador se destacava individualmente.


Fica a dúvida se Alisson será escalado desde o início, mesmo que não apresente o ritmo ideal de jogo. Renato também tem a opção de começar com Ferreira na equipe. Luiz Fernando, que vinha sendo titular, não pode jogar na Copa do Brasil. A defesa terá Geromel e Kannemann. Desde que retornou dos últimos jogos pela seleção argentina nas Eliminatórias, Kannemann não conseguiu engatar uma série de partidas e não vive a melhor fase técnica. Porém, Renato não vai abrir mão da experiência e entrosamento entre os dois.




Fonte: Correio do Povo

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