Governador Eduardo Leite culpa negacionistas pelo número de casos do estado

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O governador Eduardo Leite (PSDB) condiciona a retomada das flexibilizações nos serviços do Rio Grande do Sul à intensificação da consciência coletiva quanto às medidas de prevenção da Covid-19. Nesta sexta-feira (26), o político atribuiu à disseminação de discursos negacionistas o agravamento da pandemia no Estado, e consequente necessidade de restrições à circulação.

“Tem pessoas sem consciência ou, às vezes, até inconscientemente pensando que, com a vacina aí, o vírus já está acabando. O próprio presidente da República, no final do ano passado, disse isso. É muita confusão criada com negacionismos, com apologia e defesa de métodos de tratamento e cura que não existem”, lamentou o tucano após anúncio de bandeira preta para todas as regiões do Distanciamento Controlado.

Leite faz referência a uma declaração feita por Jair Bolsonaro (sem partido) durante a inauguração da nova ponte do Guaíba, em Porto Alegre, no dia 10 de dezembro. Na oportunidade, o chefe do Executivo nacional afirmou o chefe do Executivo nacional afirmou que o Brasil vivia "o finalzinho da pandemia".

O cenário é o pior desde a confirmação do primeiro caso da doença em solo nacional. O discurso é compartilhado por Eduardo Leite, que destacou a importância das medidas adotadas pelo Estado na tentativa de evitar o colapso no sistema de saúde. O número de leitos de UTI no SUS mais do que dobrou no período, chegando a 1.983. Hoje, 89,4% destas vagas estão ocupadas.

“UTI, por mais que a gente tenha expandido e se esforça para continuar expandindo, não é cura. UTI é tentativa de uma sobrevida, e apenas 40% dos pacientes neste estágio consegue sobreviver. Neste momento, para buscar derrubar esta faixa de contágio, que está como nunca antes vimos durante a pandemia, precisamos da mais rigorosa política de restrições possível”, explica o governador em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre.

Fonte: Rádio Planalto

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