Formação das lavouras de verão da próxima safra estará quase 30% mais cara

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A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) divulgou nesta semana a primeira estimativa dos custos de produção para a soja e o milho previstos para a safra 2021/2022. A indicação do estudo, conduzido pelo diretor técnico da entidade, Tarcísio Minetto, é que as duas culturas terão uma alta de quase 30% nos desembolsos para o próximo período.


Conforme a Federação, considerando as médias de preços praticados pelas cooperativas no início do mês de maio, o desembolso do milho se elevou 27,36%, em relação à safra 2020/2021. O custo operacional por hectare ficou em R$ 4.549,94, aumento de R$ 977,49 por hectare. Já o custo total de produção é de R$ 6.625,43. Em termos de comparação com a safra anterior, o valor é superior em R$ 1.590,85 por hectare.


Mesmo assim, neste mês de maio de 2021, a relação de troca está mais favorável se comparada às últimas dez safras. Para cobrir os custos, conforme aponta o levantamento da FecoAgro/RS, o produtor precisará colher 51,70 sacas de milho ao preço atual de R$ 88,00 a saca para o desembolso e vai precisar colher 75,29 sacas para cobrir o custo total.


No caso da soja, os cálculos da FecoAgro/RS apontam um desembolso de R$ 3.098,25 por hectare, aumento de 29,98% comparado com a safra passada e superior em R$ 714,70 por hectare. O custo total ficou em R$ 4.800,76 por hectare, elevação de 31,78% se comparado com o valor de R$ 3.643,02 da temporada passada. Considerando a média de preços no inicio do mês de maio a relação de troca é a mais favorável das últimas nove safras.


Em entrevista à Rádio Diário AM 780, o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires, destacou que no caso da lavoura de milho, cerca de 36% do custo se referem a sementes e fertilizantes de base e cobertura. Na soja, o percentual fica entorno de 26%. Os combustíveis e os custos atribuídos ao maquinário e equipamentos vêm em seguida.


O presidente, ponderou, no entanto, que o trabalho desenvolvido pelo economista Tarciso Minetto, indica que se considerado o seguro agrícola, este acaba sendo o segundo ponto mais relevante na formação dos custos totais, ficando atrás apenas dos fertilizantes. O tema, conforme Pires, deixa o setor preocupado e destaca que vem sendo assunto de conversas com agentes políticos e com o Ministério da Agricultura.


Fonte: Diário da Manhã