Farsul estima que safra 2020/2021 deve representar R$ 48,3 no PIB da Agropecuária gaúcha

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Em entrevista a Rádio Diário AM 780, o economista chefe da Farsul, Antônio da Luz, falou sobre os reflexos da safra da soja 20/2021 na economia gaúcha. De acordo com Antônio da Luz, a safra da soja 2020/2021 deve ter um impacto em termos de PIB da Agropecuária gaúcha de R$ 48,3 bi, porém o economista cita que se somados os impactos nos demais setores e os impostos o valor estimado é de R$ 107 bi. “Para se ter uma ideia em termos de volume, como vamos colher mais do que no ano passado em que houve estiagem, vamos precisar de cerca de mais 328 mil caminhões a mais para escoar a safra de soja em relação a 2020”, disse o economista.

O profissional destaca que a cada real faturado dentro da fazenda, estudos do Sistema Farsul, indicam que este gera outros R$ 3,20 fora da porteira. “Toda vez que entregamos uma safra estamos ativando a indústria, o comércio e serviços. Quando a gente tem uma safra, nos estamos falando de uma ativação da economia seja o produtor, o trabalhador direto ou quem presta serviço na colheita ou o cidadão urbano, todos direta ou indiretamente são beneficiados com a safra. Com uma safra boa e com bons preços o borracheiro, o mecânico, o pessoal da revenda, o agrônomo, enfim todos estarão mais dispostos e aptos as compras do que antes da colheita”, citou da Luz.


O economista destacou que os números previstos para safra 2020/2021 são otimistas e devem ser no mínimo iguais aos verificados aos da safra 2019, no entanto, os últimos levantamentos da Emater /RS apontam que a produtividade deve ser superior para esta safra. “Estamos na torcida para que a safra seja maior, porque o produtor merece. Seja porque se recupera de uma estiagem, seja porque investiu para isto. O crescimento de investimentos ao longo da safra 2020/2021 se comparado a 2019 foi de 32% e isto indica que o produtor está querendo produzir mais”, analisou o economista chefe.


O profissional conta que só no mês de fevereiro a inflação dos custos de produção foi de 6,45% e devem impactar fortemente os custos de formação da próxima safra. Da Luz comenta que não há como o produtor ficar completamente blindado dos efeitos da inflação, porém faz algumas recomendações. “É preciso aproveitar para se capitalizar, baixar a alavancagem, no caso a quantidade de recursos de terceiros nos custos sobre tudo os bancos, não sair inflacionando o mercado de terras e arrendamento e batendo as metas de todo que é tipo de vendas”, recomendou o economista.


Fonte: Diário da Manhã




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