Em carta a Bolsonaro, o presidente dos Estados Unidos pede união contra o coronavírus

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O Palácio do Planalto informou nesta quinta-feira (18) que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enviou uma carta ao presidente Jair Bolsonaro na qual defendeu que os dois países “unam esforços” para enfrentar a pandemia do coronavírus e desafios da agenda ambiental.


A nota foi divulgada pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), vinculada ao Ministério das Comunicações. A Secom não divulgou a íntegra da mensagem de Biden.

Segundo a secretaria, a carta é de 26 de fevereiro e respondeu mensagem enviada por Bolsonaro a Biden para cumprimentá-lo pela posse em janeiro. O presidente brasileiro apoiou a reeleição de Donald Trump.


“O presidente Biden saudou a oportunidade para que ambos os países unam esforços, tanto em nível bilateral quanto em fóruns multilaterais, no enfrentamento aos desafios da pandemia e do meio ambiente, em alusão ao caminho para a COP26 e para a Cúpula sobre o Clima, esta última a ser sediada pelos EUA em 22 de abril próximo”, diz a nota do Planalto.


Vice-presidente dos EUA no governo de Barack Obama, Joe Biden venceu a eleição disputada em novembro, mas Bolsonaro não o cumprimentou na ocasião se apoiando nas alegações de Trump, sem provas, sobre fraudes na votação. Bolsonaro endossou a tese de Trump e só enviou mensagem a Biden em 15 de dezembro.


Já em 2021, Bolsonaro enviou outra mensagem a Biden em razão a da cerimônia de posse, em 20 de janeiro. Na carta, o presidente brasileiro disse ser “grande admirador dos Estados Unidos” e que, desde de que assumiu o poder no Brasil, passou a “corrigir” o que chamou de “equívocos de governos brasileiros anteriores”, que, segundo o presidente, “afastaram o Brasil dos EUA”.


A carta de Biden

Conforme o governo brasileiro, Biden “salientou que seu governo está pronto para trabalhar em estreita colaboração com o governo brasileiro neste novo capítulo da relação bilateral”.


Ainda de acordo com o Planalto, Biden “sublinhou que não há limites para o que o Brasil e os EUA podem conquistar juntos” e destacou o histórico dos dois países na “luta pela independência, defesa de liberdades democráticas e religiosas, repúdio à escravidão e acolhimento da composição diversa de suas sociedades”.


Sobre a pandemia, a presidência informou que Biden defendeu que Estados Unidos e Brasil “unam esforços, tanto em nível bilateral quanto em fóruns multilaterais, no enfrentamento aos desafios da pandemia”.


O Brasil soma mais de 285 mil vidas perdidas para a Covid-19. Hospitais de todo o país estão superlotados, há fila por leitos de UTI nos estados, há relatos de falta de itens de proteção individual e de insumos.


Segundo o Planalto, Biden também defendeu união na preservação do meio ambiente. No ano passado, durante a eleição presidencial, o então candidato democrata disse que buscaria “organizar o hemisfério e o mundo para prover US$ 20 bilhões para a Amazônia”.


Após essa fala, Bolsonaro afirmou, sem citar o nome de Biden que “quando acaba a saliva, tem que ter pólvora” ao se referir à Amazônia.


Fonte: Jornal O Sul

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