Dengue: epidemia se agrava e já registra 56 casos confirmados em Passo Fundo

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Junto à pandemia de Covid-19, o Rio Grande do Sul enfrenta um agravamento da epidemia de dengue, que somente ao longo do mês de maio teve um aumento de cerca de 3 mil casos.


Em Passo Fundo, esse número chega a 56 – um aumento expressivo em comparação com os 4 casos registrados durante todo o ano de 2020.


Além disso, o Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde do município aguarda prontuário médico sobre uma paciente que veio a óbitos após contrair a doença – até resultado do laudo, ainda não é possível afirmar se a morte se deu em decorrência do vírus.


Conforme dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES), 83,3% das cidades gaúchas registram infestação pelo mosquito e o número de casos de dengue contraídos no estado desde o início de 2021 já é o maior desde que o levantamento começou a ser feito, em 2010.


O Informativo Epidemiológico da Semana Epidemiológica 21, com informações até o dia 29 de maio, aponta 10.826 casos suspeitos da dengue no estado, com 6.962 casos confirmados, sendo 6.760 casos autóctones, ou seja, contraídos no território gaúcho. Somente na última semana, foram 561 novos casos confirmados.


O que explica o aumento

A transmissão é feita pela fêmea do mosquito, que se contamina ao picar uma pessoa infectada. Além de tudo, ela coloca seus ovos em água parada – por isso a importância do cuidado.


“Na fase de ovo até a fase larvária, são 45 dias, ou seja, esse período a fêmea fica apta a picar uma pessoa contaminada e disseminar o vírus”, explica a chefe do núcleo, Ivânia Silvestrin.


Ela também pontua que imóveis abandonados e terrenos baldios dificultam a fiscalização, uma vez que nem sempre conseguem localizar os proprietários, realizar a pesquisa e solicitar uma eventual limpeza.


Além disso, os agentes de endemia tem seu acesso dificultado às residências, já que muitas vezes a população não permite a passagem para fiscalização.


Histórico

No mês de abril, o Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde alertou o município para um surto de dengue no bairro Lucas Araújo, quando quatro casos autóctones foram registrados no local.


À época, o LIRa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti) demonstrava um aumento no índice de contaminação de 2,3 – risco médio para a epidemia.

De lá para cá, de acordo com Ivânia, o mês de abril e maio foram de diversas novas confirmações da doença, que teve o surto concentrado no bairro.


Apesar disso, não há novas notificações. “Esperamos que a gente tenha contornado essa situação, houve um aumento nas ações, realizamos dois ciclos completos de pesquisa e fizemos pesquisa vetorial fora do bairro, para evitar que o vírus de disseminasse.”, conclui.


Fonte: Diário da Manhã

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