Coronavírus: Setor técnico recomenda Alerta para a região de Passo Fundo

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O Grupo de Trabalho Saúde (GT Saúde) do Comitê de Dados estadual emitiu uma recomendação de Alerta, nessa segunda-feira (17), para a situação epidemiológica da região de Passo Fundo. A medida, tomada quando o setor técnico detecta uma tendência grave que exige a atenção dos municípios, integra o chamado Sistema 3As ̶ um novo método de monitoramento da pandemia, anunciado pelo Governo do Estado na última sexta-feira (15), em substituição ao antigo Modelo de Distanciamento Controlado. O Gabinete de Crise do Estado é quem deve decidir, ao longo desta semana, se irá oficializar a emissão do alerta.


Além de Passo Fundo, as regiões de Ijuí, Cruz Alta, Santo Ângelo e Cachoeira do Sul também receberam indicação de alerta na avaliação do GT Saúde. Caso o cenário de alerta seja confirmado, as cinco regiões têm 48 horas para responder sobre o quadro regional da pandemia e apresentar um plano de ação a ser adotado. A resposta será avaliada pelo Gabinete de Crise e, caso seja considerada inadequada, o governo estadual poderá estipular ações adicionais a serem seguidas na região. Inclusive, a adoção de medidas mais restritivas.


Conforme boletim estadual, até a manhã de ontem (17), a região de Passo Fundo acumulava um total 1.394 óbitos por Covid-19, sendo 37 apenas na última semana, e registrava ocupação de 97,6% nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva. Os municípios que integram a área também confirmaram pouco mais de 2 mil casos positivos em 7 dias. Quanto à vacinação, de acordo com o balanço, 11% da população regional completou o esquema de vacinação até o momento.


Como funciona o novo sistema

Diferente do antigo modelo, que estabelecia diferentes níveis de riscos através da representação por cores de bandeiras (da amarela à preta) e regras mais restritivas conforme a gravidade da situação de cada região, a nova ferramenta mantém critérios sanitários, sob novas evidências científicas, mas busca simplificar o monitoramento e os protocolos. O sistema, que está em vigor desde domingo, também determina protocolos obrigatórios a serem seguidos pelas atividades econômicas, como uso de máscara, higiene das mãos e distanciamento mínimo, mas, com uma maior participação das 21 regiões Covid e dos municípios na definição, a grande parte dos protocolos é variável, cabendo a cada região ajustar suas regras no nível local.


Uma das premissas, a simplificação de protocolos, envolve o agrupamento de atividades em 42 grupos, separados por nível de risco – quanto maior o risco, maior o nível de rigidez. No modelo anterior, havia previsão de protocolos para 143 atividades. A equipe técnica do governo do Estado, representada pelo grupo de trabalho (GT) Saúde do Comitê de Dados, seguirá analisando permanentemente o quadro da pandemia e, a qualquer momento, poderá tomar uma das três medidas do sistema: Aviso, Alerta e Ação.


A velocidade da propagação e a capacidade de atendimento seguem sendo eixos importantes no acompanhamento da evolução da pandemia no Estado. No entanto, esta nova etapa será marcada também pela entrada de mais uma medida: a evolução da vacinação na população do Estado. Os indicadores, porém, não serão pré-fixados. Isso permite a ampliação da gama de informações para identificar novas tendências de crescimento.


A partir desses dados, serão tomadas as decisões, batizadas de 3As, conforme a gravidade da situação. A primeira dela, o Aviso, acontece quando o GT Saúde detecta uma tendência de piora e emite um aviso para a equipe técnica da região.

A partir daí, a região deverá redobrar a atenção para o quadro da pandemia. Já quando detecta uma tendência grave, o GT Saúde informa o Gabinete de Crise sobre a necessidade de emitir um Alerta para a região. Depois disso, cabe ao Gabinete de Crise decide se deve emitir ou não esse alerta para a região, que seguirá sendo monitorada.


O último movimento, chamado de Ação, estabelece que em caso de emissão de alerta por parte do Gabinete de Crise, a região terá 48 horas para responder sobre o quadro regional da pandemia e apresentar uma proposta de ações a serem tomadas. Se a resposta da região for considerada adequada, a proposta é aplicada imediatamente, e a região segue sendo monitorada pelo GT Saúde. Caso a resposta não seja adequada, o Estado poderá intervir e estipular a adoção de protocolos mais rígidos.


Fonte: O Nacional