Conversamos com Marileisa Valandros, secretária da saúde de Espumoso, sobre a vacinação

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Quarta-feira, 20, foi um dia histórico para o município de Espumoso. Quase um ano após o início da pandemia do novo coronavírus, enfim deu-se início a vacinação dos moradores da cidade.


Conversamos sobre o assunto com a secretária de saúde de Espumoso, Marileisa Valandros. Ela nos fala a respeita da emoção dos profissionais de saúde, quem serão os primeiros imunizados e os planos do município para as próximas fases da vacinação.


PE: Como os profissionais da saúde receberam a notícia de que enfim havia uma vacina e que ela estava vindo para o município?

MV: Viemos trabalhando nisso desde dezembro de 2019, quando surgiram os primeiros casos na China. O anúncio oficial para a população a respeito da pandemia ocorreu em março. De lá pra cá, foi um trabalho árduo. Sábados, domingos, tarde da noite, enfim... Nos exigiu muito estudo, empenho, dedicação. Afinal, é algo completamente novo. Foi um ano difícil, mas nos consideramos vitoriosos nessa batalha. Temos bons números e resultados, se comparados com outras realidades. Para nós, trabalhadores da saúde, a notícia da vacina foi uma festa, uma alegria imensa. Nos emocionamos muito. Uma felicidade gigante, mesmo sendo poucas doses. Sabemos que é um começo, que a pandemia ainda não cessou, mas é um início.


PE: Quantas doses da vacina Espumoso recebeu?

MV: Recebemos 199 doses. Somente os trabalhadores da área da saúde pública e do hospital somam mais de 250. Ou seja, não temos vacina para todo o grupo de trabalhadores. Essa primeira leva também veio destinada às ILPIs. No caso de Espumoso, a Obra Social Santa Júlia, que conta com 91 pessoas, entre idosos e trabalhadores. Estes serão atendidos em sua totalidade. 54 doses ficarão para a saúde pública e 54 vão para o nosso hospital.


PE: Qual foi a estrutura montada por Espumoso para a vacinação?

MV: Seguimos as orientações de atender primeiramente as pessoas que estão à frente do combate. No caso da secretaria de saúde, são médicos, enfermeiros, técnicos, motoristas e serventes. Estes serão os primeiros a receber as doses de vacina. Os demais, como psicólogos, nutricionistas, agentes de saúde e pessoal da área administrativa e técnica ficarão para um segundo momento. Nesta primeira fase também foram incluídos os odontólogos, pela forma de atendimento aos pacientes.


PE: Imunizados os pertencentes ao primeiro grupo, os cuidados básicos de prevenção deixam de ser necessários?

MV: O que orientamos sempre é que, em caso de sintomas, se entre em isolamento e procure por atendimento e orientação. Os quatro postos de saúde do município estão abertos, assim como clínica privada e hospital. A partir dos sintomas, prescrevemos as medicações necessárias e os dias necessários até termos a comprovação do exame. Claro que sempre o anseio de saber se pegamos covid-19 ou não, mas pedimos que se respeite o período de teste adequado, para que então tenhamos um resultado fidedigno. Os cuidados seguem os mesmos: tentar usar a máscara, pelo menos em locais fechados, não aglomerar, não compartilhar objetos, enfim... Esses profissionais que receberam as doses, passados 14 ou 28 dias, receberão a segunda dose. A vacina demora em torno de 60 dias para fazer efeito total. Sabemos que há estudos constantes por trás das vacinas e que elas irão se aprimorando, mas num primeiro momento, os cuidados preventivos seguem valendo.


PE: Desde o início da pandemia até o momento atual, qual a situação da covid-19 no município?

MV: Hoje, temos 825 pessoas que já tiveram contato com a doença. 800 foram curados. 14 pessoas ainda estão com o vírus ativo e tivemos um total de 11 óbitos.


A secretária de saúde destacou, ao final da entrevista, que o canal de comunicação entre a administração e a comunidade está aberto para prestar informações e esclarecimentos.

Confira a entrevista na íntegra: video

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