Colapso na saúde causa falta de medicamentos básicos e esgotamento de leitos em Ibirubá

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Ibirubá viveu uma semana com extremo contágio e propagação da covid-19.


Mesmo já vivendo um panorama semelhante a meses atrás, o Comitê de Enfrentamento a Covid-19 se surpreendeu com os números mostrados nos boletins diários. ‘’Achamos que o pior havia

passado, mas ainda temos muitos desafios para enfrentar nas próximas semanas’’, falou o Secretário da Saúde Giovani Moacir Diesel. Segundo ele, houve um recorde de consumo de medicamentos básicos, e o estoque da farmácia municipal que antes durava até três meses foi consumido em menos de 15 dias. ‘’Faltou Ivermectina, e outros remédios usados no tratamento, e tivemos que pedir emprestado para uma cidade vizinha’’, relatou em entrevista a Rádio Cidade FM e Jornal O Alto Jacuí.


Médicos, enfermeiros e auxiliares estão trabalhando no limite, frente a mais de 200 casos ativos que estão em acompanhamento diário. Além desse trabalho existe a vacinação, que segundo Giovane ocupa 100% da equipe diariamente. ‘’Elas não param, é todo dia uma campanha’’, destacou. O município tem arcado com recursos próprios para bancar exames de tomografia computadorizada, realizados na Datamed, a um custo médio de R$ 350,00 cada.

Para se ter idéia, esse tipo de exame era liberado no máximo 10 vezes por mês via município em épocas normais. Hoje são 300 por mês.



Mapa de contágio x Aulas

As reuniões familiares e os momentos de descontração tem sido os principais vilões da explosão de casos, segundo o Secretário. ‘’A gente percebe que depois de um feriado ou final de semana, três ou quatro pessoas da mesma família testam positivo’’, explicou. As empresas, fábricas e o comércio em geral não teriam culpa na propagação. O Secretário da Educação Henrique Hentges participou de uma reunião com o Prefeito e integrantes da

Secretaria da Saúde, na quinta-feira, e a princípio está descartado o fechamento de escolas, exceto onde for constatado foco de covid-19.



Leitos improvisados no Hospital

Quem sofre com a alta incidência de coronavírus são os profissionais que atuam na linha de frente. No Hospital Annes Dias haviam 16 leitos aptos para covid-19, e na quarta-feira mais dois leitos foram improvisados para atender a demanda. De segunda até quinta, em média 15 pacientes com covid-19 estavam internados. Odair Funck, administrador do hospital, relata o alto consumo de oxigênio desses pacientes. ‘’O pessoal muitas vezes critica o atendimento do hospital, mas não faz a sua parte’’. Duas pacientes aguardavam

transferência para um leito de UTI, e um paciente foi transferido para Charqueadas pela ambulância da Unimed. Infelizmente ele acabou falecendo no outro dia.


VACINAÇÃO


Em meio a batalha para reduzir o número de contaminados está a vacinação. ‘’Nunca tivemos uma procura tão grande da vacina da gripe H1N1, vacinamos 1100 pessoas em um dia’’, informou Giovani. Empresas estão aplicando vacinas da gripe nos funcionários de forma particular, buscando imunizar de forma mais ágil.


Sobre a vacinação da Covid-19, a

aplicação obedece o plano nacional de imunização, explica o Secretário. ‘’Dependemos do insumo chegar no Brasil, depois esperamos o avião descer em Porto Alegre e as doses serem distribuídas para as coordenadorias. Não podemos fugir do que determina o Governo Federal”, pontuou.


Da Redação Integrada Rádio Cidade e Jornal O Alto Jacuí


Foto: Junior Knoff/ Divulgação Prefeitura Ibirubá




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